Ontem fui assistir a um evento da Vodafone no Parque das Nações. Quando cheguei, encontrei um lugar vago e estacionei o carro. Lá fui meter um euro na máquina para tirar o ticket. Quando cheguei ao carro, tinha um envelope no para brisas com uma simpática multa de estacionamento, passada às 11.05. Olhei para o ticket, que tinha o prazo até às 12h00. Ora, pelo tarifário, 1,30euro, corresponde a um prazo de hora e meia, o de 80 cêntimos, corresponde a 1 hora, pelo que 1 euro, corresponderia a um prazo entre 1 e 1 h30...
Resumindo, algum funcionário da emel estava escondido atrás de um poste à espera de me ver parar e enquanto ía comprar o ticket, tomá lá uma multazinha que é para aprenderes!
Não pretendo pagar esta multa, que foi abusivamente passada, uma autêntica caça à dita!
É claro que não existe um parquímetro em cada lugar de estacionamento vago. As pessoas têm de saír do local para adquirirem o ticket de estacionamento, mas caramba, há que dar tempo para isso, que a coisa está lá longe!
Já me tinha acontecido o mesmo em Carcavelos, mas nessa altura ainda cheguei enquanto a agente estava a passar a multa, pelo que foi fácil provar que tinha ido buscar o ticket que estava a alguns metros de distância. Foi-me retirada a multa na hora e até mesmo me foi apresentado um pedido de desculpa. Ontem, já não fui a tempo, mas faço questão de contestar a multa que não tenciono pagar. Vão roubra p'ró raio que os parta!
Ponham gente a vender tickets ao longo dos estacionamentos, que assim, além de darem emprego a muita gente, evitam que as pessoas tenham de andar metros e metros enquanto são bafejadas pela má sorte!
Irra, que estou danado!
Será que alguém poderá um dia explicar ao mundo como foi acontecer uma coisa destas nu estado de direito? Uma recente democracia exigida por todo um povo para que não se cometessem tantas injustiças, julgamentos sumários, inocentes condenados e culpados ilibados... Será que o facto de alguém ter necessidades económicas lhe dá o direito de condenar quem tem mais? será que só por isso têm de ser considerados culpados de um crime?
Todos queremos que nos saia o euromilhões (eu pelo menos, quero!), mas o que aconteceria se depois de termos essa dinheirama toda, nos víssemos numa situação em que tivessemos de recorrer a um advoado? Escolhíamos um desconhecido acabadinho de saír da Faculdade, ou procurávamos o melhor? Sejamos sinceros.
Claro que compreendo que num País em que grande parte dos casos mediáticos acabam em "águas de bacalhau", temos de aprender a separar o trigo do joio e condenar na praça pública um qualquer cidadão só porque estamos fartos de impunidade, torna-se perigoso para nós próprios, pois um dia pode acontecer connosco e entretanto, criou-se um precedente.
É triste, mas por muito que o Tribunal quizesse julgar com serenidade, com isenção, não o fez...como seria possível? O povo clamava por sangue, como que a justificar o sentimento de culpa com que passava ao lado das instalações da Casa Pia e fazia de conta que nunca tinha ouvido o que por lá se passava.
Será tão impossível pensar que se não fossem nomes mediáticos a serem acusados isto nunca tinha chegado à barra dos tribunais e que as crianças ainda hoje sofreriam abusos e não só sexuais?
Será asim tão difícil entender que se os abusadores fossem gente anónima a Felícia Cabrita nunca se tinha interessado por isto?
Os abusados mentem? Quanto aos abusos, acredito que não, mas quanto aos abusadores, aí tenho muitas dúvidas, e não falo só de Carlos Cruz.
Em 1982, de facto, um grupo de alunos foi para casa de Jorge Ritto, reconhecido "amigo de meninos", daí aos outros, foi um pulinho...com a confissão de Carlos Silvino e com as suas palavras do "caio, mas não vou sozinho", mais os lamirés de advogados antigos alunos, consegue-se uma história credível! Claro que isto não passa da minha maneira de ver a coisa, a necessidade de verem feita justiça, quanto a mim, leva-me a crer que tiveram que chamar a atenção para os factos desta maneira, pois só assim se faziam ouvir. Não creio que o fizessem por dinheiro, mas sim por esta razão.
Para mim, torna-se muito difícil que homens com carreiras e posições consolidadas na sociedade se prestassem a ter um tipo de comportamento que mais tarde ou mais cedo viria a público.
Homens ambiciosos, a darem-se ao luxo de angariarem putos para irem satisfazer a líbido a quilómetros de distância em locais onde seriam logo notados quando o podiam fazer onde passassem despercebidos? Tinham de ser muito estúpidos!
No meio disto tudo, o estado, que tinha por missão proteger crianças à sua guarda, deixou que tudo isto acontecesse, por muito menos, retira filhos a famílias...foi condenado a quantod anos? Não foi não é? O ruído dos nomes dos arguidos não deixou ouvir muito bem esse facto.
Só espero é que no futuro, as crianças institucionalizadas e não só, não tenham de passar por nada disto. Um dos meus filhos tem 10 anos e nem consio sequer imaginar que um dia o meu menino viesse a sofrer um terço do que estes pasaram. Não me dá é o direito de considerar culpado à partida uma pessoa que pode realmente ser inocente e deixar escapar quem na verdade cometeu estes crimes hediondos!
Claro que não ponho as mãos no lume por ninguém, até porque não os conheço, mas que me custa a acreditar, custa e o Tribunal não me provou o contrário.
. A DISTÂNCIA DOS PARQUÍMET...